sexta-feira, 13 de novembro de 2009

"Margareth, insistente mas preguiçosa,
sentou-se no meio do caminho e de lá gritou seu revide."
(Bruna Lunardi)

Me entristecem pessoas que não tem motivo algum para fazê-lo mas, mesmo assim, roubam.
Em um colégio consideravelmente caro, com alunos que provavelmente foram muito bem educados em casa e coordenadores bem treinados para ajudar, fiquei pasma ao abrir minha carteira (que deixei em sala durante o intervalo) e constatar a falta de uma quantia alta de dinheiro. Procurei em todos os lugares e, com a garantia de que não estava lá, fui à coordenadora pedagógica reclamar da falta de segurança absurda! Sem muito esforço aparente, ficou a promessa de passar a informação pra diretoria e dar um jeito de achar a pessoa culpada - mas minha carteira continuou zerada.
Agora já não há mais o que fazer para cobrir o prejuízo e não está ao meu alcance descobrir o(a) culpado(a), mas propus aos meus colegas fazer uma manifestação contra a falta de credibilidade na segurança. Não sou como Margareth, fiz o que pude pelo que acho certo e justo, e creio que todos devem fazer o mesmo de acordo com seus casos, pois nada mudará se nada fizermos.
"Ponho minha mão sobre a sua
para fazermos juntos
aquilo que não consigo
fazer sozinho."
:*

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A inveja é algo mal e ruim mas eu acredito que existem dois tipos de inveja: uma que quer destruir a outra pessoa para se sobressair e outra que apenas adimira e se inspira no outro para tentar um dia ser como o tal é.
Chamo a 'boa' inveja de inveja branca (por falta de palavras no meu vago vocabulário); vivo com ela. Não me causa mal, arrependimento ou preocupações e sinto prazer de comunicá-la aos meus alvos de inveja - muitas pessoas até ficam lisonjeadas.
No caso de hoje, eu estava conversando com uma colega blogueira do TDB (Tudo de Blog - Capricho) e ela me mandou o blog dela. Fiquei encantada pelos textos de cara e quis muito divulgar, então resolvi postar o link aqui ao invés de simplesmente pegar trechos e dar os devidos créditos.
É a lolita: http://www.aquelalolita.com.br
Espero que gostem tanto quanto eu.
:*

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Meses nas trevas, jogados no escuro, no meio da minha memória.
Eu não consigo me lembrar daquelas noites, eu não consigo me lembrar daquelas tardes, eu não consigo me lembrar daquelas manhãs. As únicas coisas de que me lembro são flashes difusos de momentos em que larguei meu corpo e minha vida no automático e não me importei com mais nada.
Não trago marcas físicas mas por dentro as cicatrizes são enormes e escondidas. Talvez só para eu saber que, em algum lugar do passado, não vivi. Porque eu não me lembro daquela época, mas tenho duas certezas que me dão uma base horrível...
Eu não posso dizer se chorei todos os dias e não posso garantir que sorri em algum momento, mas me condeno culpada de pensar, pelo menos por um instante, que minha vida era inútil e que todos estariam melhor sem mim.
Foi o altruísmo mais perigoso e mais insano da minha vida; não tive a estupidez de me permitir um pensamento desses de novo. Ao invés, aprendi a apenas chorar e pensar que eu ainda tenho muito tempo pela frente - se Deus quiser - e que tudo só tende a melhorar, pois, quando caímos, do chão não passamos.
Essa é a força que me move nos momentos de crise, de todos os tipos, e não me deixa parar de viver.
Depois daquela época, eu criei medo da escuridão. Nunca... nunca mais quero voltar para ela.

domingo, 4 de outubro de 2009

certo... a chuva está aí, mas cadê o frio ?
dessa vez ela não trouxe o que eu pedi e ainda conseguiu estragar minha tarde.
pra ser bem sincera, eu não gosto de passar a tarde toda no computador se eu bem poderia estar fazendo alguma outra coisa, que não envolvesse tecnologia de preferencia, com meus amigos.
certo, agora parou de chover. mas mesmo assim vou ficar trancada em casa pelo resto da tarde. eu não consigo entender porque isso me deixa tão triste, mas deixa.
e, eu juro, queria muito que fosse reconfortante saber que terão outros finais de semana, mas não dá.
[...]
ufa. passou aquele sentimento ruim.
ser imediatista às vezes tem seus problemas :s

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

o momento sagrado do dia hoje foi quando senti bater no meu rosto um ventinho gelado e suave.
a felicidade foi imensa e me deliciei ao máximo.
mas a desilusão veio forte quando voltei à realidade e percebi que não passava de um momento em frente à geladeira com a porta do freezer aberta.
tristeza... esse ano foi só verão! será que ano que vem será só inverno ?

domingo, 20 de setembro de 2009

"Noite alta, um bêbado passa cantando e atrapalha meu sofrimento. É um cantar calmo e isolado, que não distingue palavras e nem sentimentos, mas entorpece com a suavidade embriagada da voz de um alguém desconhecido que provavelmente tambem desconhece a todos.
Com esforço, levanto da minha cama e desligo o pequeno rádio que estava tocando uma música triste qualquer. Estranhamente, no momento o bêbado parece mais afinado que qualquer tenor mundo afora e sua meldia, mistura de tudo que nunca ouvi, parece traduzir minha alma.
O quarto escuro está apenas iluminado pela lua minguante, pois não há postes na rua e, com a meia luz prejudicando minha vi~sao, vago pelo quarto batendo os pés em móveis, roupas e sapatos sem ligar realmente para eles; meu objetivo é a janela e eu vou chegar lá. Torcendo para poder avistar o meu embriagado cantor, me debruço no parapeito, procurando febrilmente pela longa avenida.
Meus ouvidos ouvem a melodia perfeitamente mas meus olhos mal enxergam o encurvado personagem no meio da rua, pouco adiante da minha sacada e de costas para mim que, iluminado pelo luar, estende uma flor branca para o céu, numa homenagem clara ao satélite mais belo da Terra.
Infelizmente, durante o breve momento em que olhei para nossa única fonte de luz, o desconhecido finalizou sua serenata e saiu trôpego pela rua, deixando a flor caída no chão. O cantor da minha alma estava indo embora com ela, e o vazio que me rondava antes agora me invadiu por inteiro. Observo amedrontada enquanto ele segue até um certo ponto da avenida e entra em um beco que eu sei que não tem saída: lá é o fim. Com um suspiro, fecho os olhos. Então... morrer é assim ?"

bru lunardi - conto fantástico pra aula de redação.

domingo, 13 de setembro de 2009

Calor.
Intenso, repetitivo e mórbido calor.
qualquer lugar parece (e está) abafado e nem uma leve e raríssima brisa melhora a situação - já que a mesma apenas transporta o ar de um lugar para o outro mas não consegue alterar sua absurda temperatura.
Depois de uma semana com chuvas deliciosas lavando a alma dessa cidade, um dia inteiro com o sol soberano regendo todo nosso dia e trazendo consequências até de noite, dá uma sensação claustrofóbica e nauseante. A incapacidade de me livrar dele mesmo estando a um metro do ventilador é frustrante.
Calor é uma coisa apropriada para cidades litorâneas ou próximas à cachoeiras, riachos ou outras fontes de água naturalmente frias; não para o meio do Centro-oeste brasileiro. Aqui não há pra onde correr: em todo lugar faz calor e piscinas são raras nas casas.
Onde está o frio que nos prometem todo ano ? Esperei durante junho, julho e agosto inteiros e praticamente nada. Se não puder ser frio, pelo menos chuva, vento, umidade! O cerrado pode viver dessa secura e calor, mas eu não vivo. Bom... pelo menos eu ainda posso reclamar.
;*