terça-feira, 25 de agosto de 2009

aqui perto de casa tem uma sorveteria (la bella). desde a época que o nome era gula gelada eu, minha mãe e minha irmã adorávamos ir lá pra sentar nas mesinhas externas enquanto tomávamos sorvete olhando pro horizonte reto desse cerrado. incrivelmente a visão daquele grande gramado entre dois prédios (a apenas duas ruas de distância) nos lembrava praia: o céu bem azul no fim da tarde jutamente com a brisa fresca que vinha initerrupta e a visão do horizonte até onde a terra começa a se curvar demais.
lindo, simplesmente; nosso pedaço de litoral no meio do centro-oeste.
infelizmente, a praia se foi... a sorveteria continua lá e os dois prédios e o céu azul também. mas o horizonte não é mais visível.
a grama verde foi cercada: uma parede fina de alumínio nos impede de atravessar o campo ou ver do outro lado. o material prateado impede a imagem do mar esverdeado se formar em nossas mentes.
em breve as placas que servem de cerca serão retiradas, o prédio estará pronto e não terei mais vontade de ir à la bella; meu mar foi embora. meu precioso azul-esverdeado foi tampado por blocos de concreto e massa, apoiados uns nos outros para formarem andares.
...
será que o alguém que futuramente comprar um apartamento com varanda pro horizonte vai, algum dia, desfrutar da visão que tanto me agradava ? será que vai colocar sorvete numa tacinha, sentar na varanda e pensar que a terra à frente parece um mar ?
ah, doce esperança de que ainda exista coração mole e mente fértil nesse mundo futuro onde casas serão raras e apartamentos terão vista pra varanda do outro.
;*

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Foras não costumam ser divertidos e às vezes o que era pra ser um fim vira uma novela. Mas alguns são tão ilógicos que você leva a dúvida para a vida.

No meu caso foi um namoro de 8 longos meses de amor e companheirismo. Não consigo lembrar de uma briga sequer e, por motivo de horário(ele estudava de manhã e eu à tarde), nos falávamos por telefone praticamente todas as noites. Tudo corria bem e um certo sábado resolvemos ir ao shopping passear. Eu estava nas nuvens quando voltei pra casa - como sempre que o via - e estranhei que ele me ligasse meia hora depois. Tudo bem, atendi. O que se seguiu foi quase um pedido formal de término. Causa ? Ele não gostava mais de mim como antes, desmentindo um "eu te amo" dito mais cedo. Claro que fiquei abalada e perguntei porque não tinha falado durante as 4 horas que passamos juntos durante a tarde. Resposta ? Não teve coragem.
Depois dessa até desencanei: um garoto louco e covarde ? Com certeza estaria melhor sem ele.

Pauta do TDB: Foras sem noção.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"voar voar, subir subir, ir por onde for..." -q

aah, se o bom humor não é uma dádiva!
acordar sorrindo e com vontade de distribuir "bom dia" para quem passar na frente não é comum, por isso nada melhor do que levantar da cama com o pé direito e desejar, primeiramente, um bom dia pra si mesmo. aposto que ele pode ser ótimo !
o meu, por exemplo, foi muito bom. acho que minha felicidade era tanta que até influenciou o meu cabelo (nada de bad hair day, uhul!), não parei de cantar musiquinhas velhas e repetitivas a tarde inteira e minhas piadinhas irônicas fizeram sucesso.
mas o bom humor não precisa vir necessariamente após uma noite de sono; ele pode ser obtido durante o dia, é claro.
a felicidade deixa a manhã mais clara, a comida mais gostosa e os olhos mais verdadeiros. o dia fica muito mais bonito com sorrisos e, além de serem mais contagiantes que bocejos, são de graça!
então, não se deixe abalar por qualquer mal humor alheio! se você está feliz, é isso que importa!
brinque, dance, pague micos e ria depois, abrace muito, conte piadas, ouça histórias.
procure o lado bom da sua vida - tenho certeza absoluta que ele existe - e curta !
a cada dia que passa eu me convenço mais de que, de todas as besteiras diárias, a maior delas é passar de cara fechada o momento que se poderia estar sorrindo.
vamos, vamos! movimente seus 14 músculos e mostre-me o seu sorriso.
que isso seja um grande viva às rugas de expressão! :D
;*

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

I'm back

escrever...apagar. escrever...apagar. escrever... acrescentar algumas linhas com esperança e...apagar, ficar frustrada e fechar a janela.

há exatos 1 ano e 5 meses atrás eu nem imaginava o futuro do meu querido r.r. e achava que seria um bom lugar pra desabafar, escrever quando desse vontade e , assim, manter em escancarado segredo mais uma parte da minha vida: bem ali, exposta pra quem se interessasse a ver.
não lembro ao certo o que me fazia entrar no computador e acessar logo de cara o blog, mas lembro que sempre apertava o botão de "Publicar Postagem" com um certo alívio e apreensão; a incerteza de querer ser lida e comentada e o receio de não gostarem, caso lessem.
com o tempo, fui me acostumando à escrever quase diariamente sobre o tudo, o nada e o que tem entre o dois, e me dando conta de que não precisava ser lida... só precisava colocar pra fora.
por vários meses foi assim: eu vinha, escrevia o que desse na cabeça, saía aliviada e, vez ou outra, contava com um comentário de uma grande amiga minha. confesso, eu estava satisfeita.
mas num surto de ousadia, me inscrevi em uma seleção de blogueiras e (totalmente contrária às minhas expectativas) passei.
a alegria foi imensa, claro, como já publicado aqui mesmo; a constatação de que alguém realmente gostara do que eu escrevi e acreditou que mais pessoas gostariam foi completamente novo para mim. o reconhecimento da minha capacidade, um mundo novo em que eu entrava por mérito próprio. inimaginavelmente bom.
mas então... mudou. eu mudei.
não saber como falar sobre o assunto que me pediam me frustrava e sugava a vontade de escrever o que fosse. e quando somava ao fato de que agora outras pessoas liam meus textos, não sabia o que seria interessante e o receio que surgiu lá na criação do meu espaço, voltou forte.
então hoje eu parei; há quase 1 mês não escrevo por vontade, apesar de várias vezes encarar por minutos a fio o espaço branco de postagem antes de desistir.
a minha visão relativa me pede espaço; não vou mais negar-lhe palavras se ela quiser se expressar.
realidade, estou de volta !
;*

segunda-feira, 27 de julho de 2009

outro dia eu estava à toa (não me lembro onde) e escutei uma frase assim:
"um corajoso é só uma pessoa que sabe esconder bem o seu medo".
curioso, né ? porque se pararmos para pensar, é isso mesmo, já que todo mundo sente medo, tem receios.
e não adianta dizer que não; é claro que já teve algum dia.
medo de sombras, do escuro, de espelho e de palhaços. receio de a mãe descobrir, de não passar de ano, de levar um fora.
o medo é inerente ao ser humano.
faz parte de nós temer o que não conhecemos e evitar enfrentar situações que nos deixam desconfortáveis e/ou tiram nossa confiança, claro.
é totalmente compreensível manter uma luz acesa no final do corredor ou colocar grades nas janelas da casa. mas deixa de ser racional quando nossos medos começam a interferir na nossa vida.
é aí que entra a coragem; a briga com o medo pra ver o que vale mais: a vida normal ou a restritamente controlada e rotineira.
meu conselho é: seja corajoso(a)! vale muito a pena.
mesmo que ache fácil falar e difícil fazer... lembre que é essencial.
inclusive, tem uma uma música da Julieta Venegas em parceria com o Lenine que se chama 'miedo' que diz: "o medo é como um laço que se aperta em nós".
será ? talvez...
e você, o que acha ? quais seus medos ?
;*

ps; a fic que eu tinha começado aqui continua no blog de ficções (que só mudou de nome; agora é: http://passeiosameia-noite.blogspot.com/ ) e tem um capítulo novo! pra quem acompanha, espero que goste. (:

sábado, 18 de julho de 2009

acorde pela manhã, olhe-se rapidamente no espelho. pense que só precisa lavar o rosto e vá.
volte à tarde apressada, procure por alguma roupa que você se sinta confortável e vista. analise seu reflexo no espelho rapidamente e aceite que não poderá fazer milagres pela sua aparência em tão pouco tempo.
saia. e tente não parar na frente de cada coisa que reflita sua imagem - ela não pode ter mudado tanto assim nos últimos 20 segundos.
quando voltar para casa e resolver se analisar demoradamente, como não teve a chance de fazer mais cedo, não procure defeitos e problemas em si mesma.
se não conseguir evitar, me procure. aposto que teremos muito a discutir.

~

tem dias que nada muda nosso humor. seja ele bom, seja ruim.

sábado, 11 de julho de 2009

minhas férias começaram na quarta-feira, dia 1º, o que me dá 10 dias e meio (contando com hoje) sem aula. desde então fiz várias coisas, fui a muitos lugares, conversei com várias pessoas sobre os mais variados assuntos e passei horas observando e participando do mundo em que vivo.
todos os dias tenho alguma coisa para comentar e tenho vontade de fazê-lo mas... sabe aquele maldito bloqueio criativo ?
pois então... meus blogs estão parados tem mais de semana e o de fic não vê atualização há um mês já.
claro que me sinto péssima, ainda mais quando abro a página de postagem e fico horas olhando pra um espaço em branco que, supostamente, deveria estar recheado de letras, mas não posso simplesmente largar o realidade relativa.
e é isso. gostaria de pedir desculpas a quem vem aqui mas não sei quando será a próxima vez que voltarei. logo eu que imaginava uma postagem nova por dia por serem dias livres... tsc tsc.
prometo que da próxima vez tentarei fazer um texto melhor também!
;*

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"em um discurso inflamado, o cérebro diz:

desculpem, olhos, mas eu acredito...que essas flores são de mentira; que não existe nada de mais na foto à frente; que aquele sorriso não é pra vocês.
desculpem, ouvidos, mas eu não entendo...como podem gostar dessa voz rouca; como essa música faz algum sentido para vocês; como buscam, entre tantas palavras soltas, um nome em especial.
desculpe, boca, mas eu não posso permitir...que fales nem mais uma palavra sobre esse assunto; que sorrias para o nada recordando aquela tarde; que procures em outros beijos aquele único que a satisfez.
desculpe, pele, mas eu controlarei...arrepios motivados pelo toque de mãos frias; impulsos involuntários de abraços ou carícias desnecessários; quaisquer indícios de desejo de aproximação.
desculpe, coração, mas eu tenho plena certeza...de que todas essas desculpas são falsas; de que é apenas mais uma mentira; de que você perde seu tempo tendo esperanças.

balançando a cabeça o tempo todo, o coração declara baixinho ao final:
ah, minha querida razão, bem sei como sofrestes tanto ou mais do que todos nós... mas continuas a mentir péssimamente. "

bru lunardi.


é tão ruim ver o tempo passando em frente aos olhos e não poder fazer nada, não poder segurá-lo entre as mãos e obrigá-lo a parar um pouco.
já faz duas semanas que eu não venho aqui e me sinto péssima por isso. prometo que, com as férias chegando, postarei mais ! inclusive textos pro TDB, que não faço há séculos também...
esse texto aí em cima foi uma coisa que escrevi tem um tempo já, mas que achei meio ruim pro momento e ficou esquecido... opiniões, como sempre, são muito bem-vindas ! :D
ah ! quero agradecer também a todos que comentaram; finalmente o número de comentários superou o de postagens :')
enfim... mais 4 dias e estarei livre por um mês. ai, que sonho.
até breve, pessoinhas.
;*

segunda-feira, 15 de junho de 2009

passar 5 horas sentada no meio de uma sala com um monte de pessoas com o mesmo nome que você e fazendo uma prova enorme e chata sem poder nem tirar um cochilo não é legal.
sim, eu fiz meu primeiro vestibular e, quer saber ? não foi aquele monstro que todo mundo fala.
é só um monte de folhas com vários textos, algumas imagens e 300 itens aleatórios e chatinhos que tentam te confundir pra você não acertar divididos em duas provas. sem contar, é claro, a redação mirabolante no primeiro dia.
viu ? nada de mais.
agora, o que o vestibular significa na sua vida é que deixa ele tão difícil e complicado, dá crises de insônia e te faz passar mal durante a prova. mas na verdade isso é tudo coisa da cabeça das pessoas.
é por ele que você vai entrar na faculdade e seguir pra próxima fase da sua vida ? é. mas dificilmente consegue-se fazer algo bem feito quando se está nervoso.
aqueles conselhos de "faz com calma, pensa, respira", "faz só o que você sabe", "não fica olhando pro nerd do seu lado" são super válidos (menos, é claro, se seus chutes forem ótimos. aí você faz quantos itens você quiser).
agora vem a parte da relatividade:
tem gente que diz que não podemos comer coisas pesadas no dia, que temos que dormir cedo na noite anterior, aconselha a revisar fórmulas momentos antes da prova e até alguns avisam que (percebe a loucura) encher a barriga de água antes da prova melhora o seu desempenho.
no mínimo a gente se diverte com tantos palpites que todo mundo dá (principalmente professores) quando descobrem que prestaremos o tão temido.
então é isso... agora eu faço parte do grupo de vestibulandos e, como todos, quero muuito passar mas não tenho essa obrigação por enquanto, graças a Deus !
pra quem fez agora também, boa sorte; para aqueles que já entraram, parabéns; para os que ainda nem chegaram nessa fase, invejinha branca.
:*

ps: quem souber mais conselhos loucos pra vestibular, compartilhe ! :D

terça-feira, 9 de junho de 2009

Com um salto Gina se pôs de pé e, apesar de o primeiro pensamento que lhe ocorreu ter sido fugir, ela olhou em volta procurando a origem do som. Talvez fosse algo perigoso mas também poderia ser... na verdade não se importava, tamanha sua curiosidade. Avançou o mais rápida e silenciosamente que conseguia até chegar às árvores de onde parecia ter vindo o grito e abaixou atras de um arbusto. Foi com surpresa que encarou as costas de um garoto alto e loiro que parecia agitado e resmungava coisas de um jeito meio enrolado. Abaixou rápido quando ele se virou subitamente aparentando segurar a língua enrolada na camisa e não pode deixar de reparar como o garoto em questão não era de se jogar fora.


Depois de alguns momentos Draco achou seguro parar de pressionar o ferimento e se jogou ao pé de uma árvore falando sozinho e com um ar irritado:


- Ideia absurda! Engatinhar nessa grama molhada... deve ter sido praga. O castelo era mais seguro... pelo menos não me sujei... será que aquela ruiva já foi embora ? Depois dessa tudo que eu quero é minha cama.


Gina o viu arriscar um olhar na sua direção, por cima de sua cabeça, para ver se tinha alguém sob a árvore que estivera à pouco. Estranhando o fato de o tal loiro estar esperando que ela fosse embora e achando que não tinha nada a perder, saiu cautelosa de seu esconderijo:


- Er... Oi ? Você tá bem? Eu ouvi seu grito... Você se machucou ?


Draco levantou tão rápido que quase bateu a cabeça em um galho baixo e Virgínia sorriu; era como se ver no espelho de tão desastrado que o desconhecido era. Tentando se recompor e parecer descontraído, ele se endireitou e colocou as mãos nos bolsos.


- Grito ? Que grito ? Eu tô ótimo, só...tropecei. Mas você não deveria estar nos jardins tão tarde. Eu sou monitor, sabe... poderia te dar uma detenção ou levar a algum professor, ruiva. - comentou com um tom de desafio tentando encurralar Gina.



- Ah, mas aí você já teria feito isso há muito tempo. - desdenhou ela sem se abalar. - Devo ter passado meia hora sentada ali e sei que você me viu porque resmungou que esperava que eu já tivesse voltado. A propósito, eu sou Gina e não "ruiva". E por que que você, monitor, está nos jardins tão tarde ?



Ele a mediu de cima a baixo e resolveu se divertir um pouco.



- Aquele castelo me cansa e vim dar uma volta. Bem, agora fiquei curioso: loira você não é e muito menos morena... Acho que te sobra ser ruiva, não é mesmo ? Ou "Gina" é uma nova cor ? A propósito, meu nome é Draco.





* zilhões de desculpas pela demora e pela continuação não estar tudo aquilo...
mas é que eu voltei para a realidade e lembrei que ainda sou colaboradora da Capricho e faz semanas que não faço nenhuma pauta do TDB. então eu criei um blog que vou usar pra continuar a fic e tentar mantê-la em dia. essa é a última parte que vai sair aqui (e não tenho previsões de quando vou atualizar o outro blog).
aliás, o blog é: http://ficbyme.blogspot.com/ siiim! nome brega, mas foi o primeiro que eu pensei :x
voltemos ao cotidiano...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Eu acredito que ninguém é perfeito... até que você se apaixone por essa pessoa! Mas é claro que se ele tiver aqueles olhos claros e brilhantes, cabelos ruivos, várias sardas charmosas espalhadas pelo rosto, ombros e tronco e cerca de 1,8m de pura simpatia, felicidade e compreensão, eu não vou fazer objeção nenhuma!

Pauta do TDB: O namorado dos sonhos

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Mais uma noite como aquela e Draco simplesmente iria desistir de patrulhar os corredores, o que era sua função de monitor. Não via motivo nenhum para se manter acordado até mais tarde que todos e ficar andando de um lado para o outro naquele castelo gigantesco se...


- Nada nunca acontece. - resmungou o rapaz virando em mais um corredor depois de quase duas horas patrulhando. Não vira nem sequer uma mosca no seu trajeto que abrandia metade da escola.


Seu tédio estava atingindo o auge lá pela meia-noite, quando cansou de fazer o mesmo caminho repetidas vezes, e resolveu que ninguém descobriria se ele fosse dar uma volta no lago para esvaziar a cabeça antes de dormir. E se alguém descobrisse ele também não se importava, a diversão de ter autoridade sobre os alunos mais novos não superava a chatice das obrigações noturnas.


De tanto pensar nos prós e contras de deixar sua função de monitor, nem se dera conta do quanto andara e só parou quando chegou ao jardim e percebeu que lá fora tinha tanto para fazer quanto lá dentro. Andou a esmo por alguns minutos mas, ao ouvir o som das portas se abrindo, correu para se esconder no meio das árvores que tinham ali perto. Quando teve certeza de que estava totalmente oculto, arriscou um olhar para onde tinha vindo o barulho.

Sua testa se franziu por alguns instantes e não demorou muito para reconhecer a ruiva que saía do castelo. Se não estava enganado, já era a terceira noite em menos de duas semanas que aquela garota aparecia usando o mesmo casaco longo e fazendo as mesmas coisas. Ou quase. Dessa vez ela novamente olhou pro céu e pareceu falar e sorrir para o nada e, também como das últimas vezes, foi andando até uma macieira na beira do lago para se sentar. A diferença foi que, naquela noite, ela resolvera interromper o ritual e pegar uma maçã antes de começar a escrever no caderninho.


Draco não sabia ao certo o por quê de nunca ter-lhe dado um belo susto nessas noites que a vira mas também não se esforçava para descobrir; era simplesmente muito mais fácil ficar sentado na grama, escondido entre as árvores, pensando nos motivos que levavam aquela pequena ruivinha aos jardins tão tarde da noite e por tantas vezes. Como não achava resposta, se ocupava em olhar de longe e esperar a hora que ela voltasse para a escola para ele poder ir depois sem ser visto. Ainda sentado, olhou para os lados se dirigiu engatinhando ao tronco mais próximo para poder se apoiar mas, quando já estava quase chegando, sentiu a mão e os joelhos escorregarem e, com o susto, não teve tempo de amparar a queda, resultando num encontro do seu queixo com o chão. Com um salto levantou e começou a puxar a capa para pressionar a língua que mordeu sem querer e estava tão ocupado que nem percebeu o grito que deixara escapar e agora ecoava pelos jardins.




* pessoinhas, pessoinhas... mais uma parte que do que eu tinha prometido.
descuulpem a demora mas a semana foi corrida e não tive tempo para escrever.
vocês já devem ter percebido que esse 'capítulo' se trata da mesma noite da Virgínia(Gina) só que vista pelo ponto de vista do Draco (não resisti! eu adoro esse casal impossível).
espero sinceramente que vocês tenham gostado; eu já estou no limite do meu cansaço e gastando parte das mera 5 horas de sono que terei essa noite...
amanhã é a final da gincana, peoples ! torçam por mim, sim ?
:*

domingo, 17 de maio de 2009

Já passava de meia-noite quando Virgínia resolveu chutar suas cobertas para o lado, sair do seu dormitório e ir passear pelos jardins da escola. O dia tinha sido vazio e cada mísero detalhe tedioso ficara marcado na sua mente à ferro. Todos os dias sempre a mesma coisa, todas as semanas nunca nada de novo acontecia, os meses eram tão iguais que ela se perguntava como já era junho se nem se lembrava de ter passado por maio. Até essa insônia que a perturbava ultimamente sem motivo não mudava.

Como já estava acostumada a fazer o mesmo caminho tantas noites, seus pés a levaram diretamente pelos corredores mais seguros (para evitar esbarrar no terrível zelador). Para cobrir seu pijama, usava um casaco escuro e comprido, que balançava suavemente enquanto andava e se agarrava a um pequeno caderno e uma caneta.

Parou apenas quando finalmente se viu do lado de fora do castelo. O vento brincou com seus longos e ondulados cabelos ruivos, jogando-os para trás enquanto ela inspirava profundamente o ar fresco da noite e um sorriso satisfeito brincou em seus lábios finos.

- Olá. Sentiram minha falta ? - disse ela olhando para cima - Eu senti saudade de vocês. Aliás, estão especialmente lindas hoje.

Piscou com ternura para os pontinhos que brilhavam no céu negro e se dirigiu à sua árvore favorita, uma macieira alta e cheia de frutos que ficava perto do lago, olhando atentamente sua copa. Era sua noite de sorte.

Deixou o caderno e a caneta junto ao tronco e se posicionou estratégicamente embaixo de uma maçã muito vermelha. Precisou de três pulos esforçados até conseguir alcançar seu alvo, mas a dificuldade só a deixou mais orgulhosa de si mesma. Sentou, ajeitou o pequeno caderno sobre as pernas dobradas, deu uma mordida na maçã e começou a escrever absorta em pensamentos, sem nem ao menos perceber o par de olhos que a observava de longe.



* geeente, eu resolvi começar essa história. por favor, adorariia opiniões! é claro que isso se vocês quiserem que eu continue... :$
como tenho atualizado muito pouco e não tenho tido muito assunto, resolvi começar aquela fic que eu tinha prometido.
tentarei postar diariamente e sempre vai ser de pouquinho em pouquinho. espero que vocês gostem... peguei uma base em Harry Potter.
:*

segunda-feira, 11 de maio de 2009

chamem de frescura, besteira, paranóia, digam que preciso superar isso ou que só vai atrasar minha vida. eu não me importo. não gosto de mudanças e ponto final.
e tudo se deve a pequenos traumas sofridos aqui e ali que vão se somando e somando e... bem, eu fico receosa com mudanças em geral.
nunca fui o tipo de pessoa que se joga de cabeça nas oportunidades.
também não aprendo a pesar todos os prós e contras e, se me pego fazendo isso, acabo desistindo antes de começar.
até tento um meio-termo mas, extremista como sou, raramente consigo.
tive progressos, adimito. passei anos relutando para cortar meu cabelo e fazer franja mas quando fiz gostei do resultado.
porém, "nem tudo é exatamente como a gente quer", já dizia Guilherme Arantes, e algumas alterações acabaram sendo um pouco negativas do meu ponto de vista.
tudo bem, algumas mudanças são involuntárias ou obrigatórias, como crescer e passar de ano.
em algumas você não tem opinião e podem ser para o seu próprio bem, como mudar de colégio ou alguma dificuldade no trabalho.
já em outras, você é que decide e sua escolha pode afetar muito ou pouco na sua vida de ali em diante mas é você que vai arcar com as consequências.
algumas outras mudanças são extremamente drásticas e nem sempre necessárias, mas isso varia de pessoa para pessoa... algumas nem sequer chegam perto de pensamentos assim e vivem bem com o que já estão acostumadas.
de qualquer forma, mudanças precisam de toda uma preparação psicológica (e às vezes até física) para serem suportadas, o que nos faz temê-las por não saber como nos virar depois que o habitual é desestruturado. porque mudança é isso! é alterar, é variar, é modificar, é trocar, é transformar. nossa vida é baseada em mudanças temporárias ou definitivas que compõem pessoas e personalidades diferentes; sem elas talvez nunca estaria escrevendo aqui porque não teria me adaptado ao mundo da internet...
de qualquer forma, continuo não gostando de mudanças e não sabendo lidar com elas, mas respeito-as e não consigo fugir de muitas. (como se eu tivesse outra escolha)
;*

ps¹: isso tudo começou mais ou menos por causa de uma mudança de layout que eu tentei fazer pra mudar a cara do realidade relativa mas não deu muito certo e eu quase surtei tentando fazer voltar ao normal.
ps²: TAKERIZE tá em 4º lugar na classificação geral (apenas 25 pontos atrás do 1º colocado) e lá vamos nós para a final ! obrigada à todos que torceram :')

sábado, 9 de maio de 2009

eu uso meu celular como despertador... e ele está tocando. começo a tatear no escuro à procura de um infeliz objeto vibrante e barulhento. abro, nem vejo, fecho.
ah, o silêncio. certo, cadê o sol pra ajudar a enxergar um palmo em frente ao meu nariz ?! anh, claro... não tem sol às 5h da manhã, anta. vejamos, vejamos, vejamos... OMG, vejamos mais coisa nenhuma que eu fiquei cega!! (juliana teve a infelicidade de acender a luz). [...]
"pega tudo que você pensar que pode ser útil." okay.
caneta tinteiro, pena, abridor de garrafa, prova gabaritada, dinheiro estrangeiro, moeda velha, nota de um real, cabide, bicho de pelúcia, chaveiro, esqueiro, cd, vhs... "o que você acha de um livro de auto-ajuda ou... ou... uma fita colorida?" "não viaja, bru"; "já sei ! já sei ! vamo levar uma fôrma de gelo?" "bruna, quieta." [...]
"será possível que ninguém que mora na 34 está acordado às 6:30 de uma manhã de sábado pra arranjar um cano pra gente?" [.]

organizações, muitos gritos, vários berros, cantorias, xingamentos e animações depois, teve término a 1ª fase da gincana.
o que eu tiro disso? "VAI TAKERIZE, VAI-VAI TAKERIZE"
nunca tinha dado tanto suor e voz pra uma equipe de gincana mas foi um ótimo momento, uma manhã maravilhosa e estressante, que vai ficar na memória porque "TAKERIZE tem aquilo que você não pode dar".
se Deus quiser, vamos arrasar na final. torçam por mim ? (yn)

ps: tentei fazer uma coisa engraçadinha... me perdoem se eu não tenho o dom da comédia ^^"

sexta-feira, 1 de maio de 2009

coisas desconexas. eu gosto.
não do dadaísmo daqueles vanguardistas amargurados, mas talvez do niilismo dos que precisavam se expressar.
não a desconexão ilógica e o desencontro de palavras, e sim uma mistura de idéias propostas apenas em prol da tentativa de expressão.
meu blog, minha identidade.
minhas idéias escritas e apagadas repetidamente tentando alcançar algo perto do ideal que eu havia pensado. quantas vezes não escrevi sobre idealizar situações que (muito provavelmente) não irão acontecer daquela forma? é... eu não aprendo mesmo.
e é isso: eu não aprendo.
eu não aprendo que corro o risco de me cortar mexendo com faca; não entendo que dormir tarde e mal vai me fazer ter pesadelos e acordar com olheiras; não percebo quando tenho que parar em uma discussão ou em um desabafo; não descubro nunca o momento certo para calar a boca ou falar alguma coisa e minhas desculpas não são como deveriam ser.
mas as diferentes maneiras que eu erro que deveriam me levar ao acerto ainda me trazem um bônus: me permitem ver os diferentes ângulos de um mesmo erro cometido de diferentes formas.
a realidade que o engloba é sempre diferente pois meu ponto de vista nunca é o mesmo.
o modo como se vê algo muda tudo. a verdade absoluta, se é que ela existe, continuará a existir e reinar. mas desde quando isso importa se a sensação que você tem quando vê a mesma figura de outros lados é diferente ? a realidade é relativa e é isso que te digo.
se você discorda, ótimo! é mais um outro ponto que você me apresenta.
se ela vai ser uma realidade para mim também ? aí já é ooutra história.
;)

domingo, 26 de abril de 2009

"E então ela tirou delicadamente os caroços de um pedaço da melancia e deu uma bela mordida.
- Sabe... - disse tentando conter a gota que queria escorrer pelo queixo - ninguém é obrigado a gostar de tudo o que acontece mas, pelo menos, poderiam reclamar menos e fazer mais.
- Como se fosse tão fácil assim. - respondeu a outra enquanto olhava avoadamente para o lago.
- É o que diz um provérbio grego: "Começar já é metade de toda ação". - recitou, dando uma última olhada no livro e se virando para as amigas - Se você já começou, vai até o fim. Aliás, ninguém te disse que ía ser fácil e...
- Coisas que valem a pena nunca são fáceis, eu sei. Detesto quando vocês estão certas."
( só pra servir de introdução. um dia ainda vai ser parte de uma fic minha, podem esperar )

siiiiiiim, estou em momento de revolta e revolução.
nãããão, tem absolutamente nada a ver com desabafo emo porque 'ai, minha vida é uma droga' (por favor, eu tenho mais o que fazer)
em todo o caso, vamos aos fatos.
eu sei, você sabe e todo mundo concorda que é muito mais fácil ficar parado e se acostumar à uma situação do que tentar mudá-la totalmente lutando.
com todas as novidades e tecnologias que nos são apresentadas de bandeja hoje em dia, poucas pessoas se dispõem a sair fazendo coisas com suas próprias mãos. por exemplo, antigamente nem todos tinham dinheiro para gastar com brinquedos para os filhos e, ao invés de ficar lá fazendo nada, as crianças construíam seus próprios brinquedos! às vezes o pai ajudava, mas aquele carrinho de rolimã, aquela panelinha de barro e a bonequinha de pano não vinham direto do supermercado ou alguma loja especializada.
parece besteira mas é uma coisa a ser pensada.
atualmente as pessoas procuram pelas coisas prontas e, se não encontram, desistem e partem pra outro plano. aí é que entra aquele um, aquele outro e mais alguns que querem muito aquilo e sabem que não vão conseguir nada parados. não adianta nada você querer muito que aquele copo chegue até você e não levantar pra pegar ( desculpe acabar com seus sonhos mas o 'poder da mente' não faz objetos flutuarem ).
também é válido se você não for um dos que encabeçou o movimento mas tá dando todo seu apoio e dedicação para a causa. essas manifestações são como coração de mãe: sempre cabe mais um (ai que brega eu ;x)
bem, pessoinhas, é essa a ideia que fica: não se contente com o pouco que te oferecem se você merecer e puder ter mais.
completando com mais uma frase de propaganda: "se não puder fazer tudo, faça tudo que puder". :')

quarta-feira, 22 de abril de 2009

trabalhos em grupo são complicados por divergencias de ideias mas é tão mais fácil quando você pode dividir tarefas e não precisa fazer tudo sozinho.
a interdependencia que acontece forma uma harmonia adorável que, se todos fizerem seu trabalho, vai seguir muito bem até terminarem.
e, na boa, todo mundo fica super realizado se todo mundo leva a sério e tudo fica lindo!
isso sem contar que trabalho em grupo é ótimo pra conversar; principalmente se todos tiverem a capacidade de falar e trabalhar ao mesmo tempo.
e dá até pra fazer uma linha de produção dependendo do que estiverem fazendo.
aiai, taaantas possibilidades... mas ainda assim eu prefiro dividir a responsabilidade e multiplicar as conquistas \o

ps: cem comentários *-* que lindo, nunca pensei que ia chegar a isso! obrigada a todos que colaboraram ! :')

sábado, 18 de abril de 2009

Sempre tive a curiosidade sobre o que faria se voltasse no tempo... mas quero dizer qualquer espaço de tempo, nem se fosse só alguns segundos atrás.
Ah, eu poderia mudar tanta coisa! Podia ter aceitado ir para São Paulo quando meu pai tava trabalhando lá, ter mudado o corte do meu cabelo anos antes, começado a comer espinafre e cenoura sem ser obrigada(até que não é tão ruim, sabe?), quebrado menos brekets do meu aparelho, ficado menos tempo no computador, me dedicado bem mais aos treinos de hand e volei - até poderia ter continuado em Natal jogando pólo aquático! Poderia ter parado de roer unha aos 8 anos de idade, ter tirado muuuito mais fotos e ter tido menos vergonha de tudo.
hum... pensando melhor agora, não tenho certeza se faria tudo isso, não porque, se formos aplicar a teoria do caos ao passado, nem imagino o que aconteceria se eu mudasse qualquer uma dessas coisas.
além de tudo, sou medrosa assumida! prefiro mil vezes prevenir do que remediar.
mesmo assim... não seria contra se pudesse reviver aquelas férias de 2007. ninguém é de ferro, não é mesmo ?

Pauta do TDB: Voltar ao passado

sábado, 11 de abril de 2009

"tenho a impressão de que eu estaria mais conformada comigo mesma se estivesse deprimida no momento"; foi o que acabei de constatar.
não entendo porque mas sinto que, inconscientemente, estou tentando me puxar para baixo. estou me forçando a ficar preocupada/ansiosa/chateada com a situação de término como se, por não ser uma coisa muito divertida, eu tivesse que ficar triste.
mas eu não me sinto triste.
eu não sei o que sinto.
quero dizer... é óbvio que eu ligo pra isso mas não é como se não pudesse viver sem.
agora parei para lembrar do filme que vi com minha irmã e um amigo nosso na quarta: "Ele não está tão afim de você".
talvez o Alex esteja certo; provavelmente é por causa da minha necessidade como mulher de fazer drama.
[...]
ou talvez eu só esteja pensando demais na mesma coisa.
sentimentos são feitos para serem sentidos e não entendidos;
é como se eu tentasse definir a amizade ou o ódio ou até o amor... pior! é como se eu tentasse entender todos esses sentimentos juntos sentidos por uma adolescente.

haha, chega a ser irônico eu quase começar uma tese tentando entender a mim mesma.
whatever; escrever me ajuda a pensar e relaxar... dã! não é à toa que eu tenho um blog ^^"
até a minha próxima crise ;*

ps¹: eu vim antes da Páscoa! então feliz Páscoa de novo pra vocês (:
ps²: posso aparecer antes da crise - acabei de pensar nisso. tenho uma pauta do TDB que quero muito fazer!